Incentivar a aplicação de conhecimentos técnicos de arquitetura para gerar um benefício social à comunidade local. Este é o objetivo do projeto Cantheiro, promovido pelo curso de Arquitetura e Urbanismo da UNINASSAU Jockey, que irá acontecer no próximo sábado (29), a partir das 07h da manhã na Praça Maria Flor, localizada no Bairro Morada Nova, zona sul de Teresina. A iniciativa é uma experiência colaborativa entre professores, alunos e comunidade local que, por meio de intervenções em espaços de vulnerabilidade em Teresina, proporciona reformas e transformações positivas nos ambientes urbanos.
Neste ano, a proposta é revitalizar um terreno abandonado no bairro Morada Nova, transformando urbanisticamente o local na Praça Maria Flor. "O projeto Cantheiro é uma forma concreta de mostrar a capacidade do discente de projetar, executar e perceber os efeitos das suas ideias numa comunidade. O horizonte de consequências do trabalho do arquiteto se inicia com linhas e traços e se concretiza na forma de edificações e modificações do espaço urbano, que podem alterar a realidade de uma parcela da população. Então, expor esse potencial para o corpo discente de forma que ele possa vivenciar está experiência é algo muito importante e forte", comenta o professor de Arquitetura e Urbanismo da UNINASSAU Jockey, Nelson Barbosa.
Organizado por alunos e professores do curso de Arquitetura e Urbanismo da UNINASSAU Teresina, o projeto teve início em novembro de 2020 e já contemplou 4 locais: Associação de Mulheres da Vila Ferroviária, praça da paróquia do Santíssimo Sacramento, no bairro Porto Alegre, na casa de acolhimento Reencontro, no bairro Morada do Sol e no Centro Social Urbano no Parque Piauí.
Segundo a coordenadora de Arquitetura e Urbanismo, os benefícios dessas dinâmicas favorecem a melhor formação dos alunos e os colocam em contato com o social. "A amplitude da profissão que eles escolheram é evidenciada com o desenvolvimento de ações sociais dentro de uma comunidade, de uma cidade. O Cantheiro segue sendo exemplo de responsabilidade socioambiental e de como estudantes e professores podem exercer importantes e significativas tarefas sociais para além do ambiente de sala”.
Ainda segundo a coordenadora, inicialmente os acadêmicos de arquitetura e os docentes foram fazer uma visita prévia até o local para entender a realidade da comunidade.
“Nós fazemos uma vistoria, onde a gente faz um levantamento das demandas, das ideias e de tudo que for necessário. Depois, a gente monta o projeto e apresenta para comunidade. A comunidade queria muito uma área tipo praça, colorida e tudo mais por causa das crianças, tem muita criança nessa região. Estamos bastante empolgados nessa edição, temos a parceria e a participação de grafiteiros, como WG, um dos principais grafiteiros e artistas plásticos de Teresina, modificando ainda mais a área de intervenção, demonstrando a credibilidade do projeto CANTHEIRO”, explica Patrícia Mendes.



Comentários (0)
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião desta página, se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.
Comentar