Com o fim das férias e a retomada definitiva da rotina no segundo semestre, muitas pessoas encontram o momento ideal para reorganizar hábitos e priorizar a saúde. No entanto, a ideia de que para sair do sedentarismo é preciso encarar rotinas exaustivas de exercícios ainda afasta muita gente. Segundo o fisioterapeuta e coordenador do curso de Fisioterapia da Faculdade Estácio, Diego Pessoa, a chave para uma vida mais saudável está na constância e no movimento gradual.
"O sedentarismo é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, diabetes e dores crônicas musculares. No entanto, o corpo humano não exige metas inalcançáveis para começar a responder positivamente. Trocar o elevador pelas escadas, fazer pequenas caminhadas ao longo do dia ou levantar-se da cadeira a cada hora trabalhada já geram um impacto preventivo enorme", destaca Diego Pessoa.
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A linha entre o sedentarismo e uma vida ativa pode ser cruzada com ajustes simples no cotidiano, focando na prevenção e na melhoria da qualidade de vida:
- Pausas ativas no trabalho: Para quem passa muito tempo sentado, levantar-se para beber água ou fazer alongamentos leves a cada 60 minutos melhora a circulação e alivia a tensão muscular.
- Deslocamentos conscientes: Substituir pequenos trajetos de carro ou transporte público por uma caminhada reforça o condicionamento físico básico.
- Metas progressivas: Começar com 15 a 20 minutos diários de uma atividade prazerosa, como dançar, pedalar ou caminhar, é mais sustentável do que iniciar com treinos longos e pesados.
Segundo o especialista, a volta à rotina de estudos e trabalho após o meio do ano é o gatilho perfeito para estabelecer um novo compromisso com o bem-estar.
"A prevenção é sempre o melhor caminho. Quando entendemos que a atividade física não precisa ser um fardo, mas sim um autocuidado integrado ao nosso dia a dia, a qualidade de vida melhora substancialmente, refletindo na disposição, no sono e até no rendimento profissional e acadêmico", conclui o fisioterapeuta.



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