Os Cânions do Viana, localizados no semiárido do Piauí, impressionam pela paisagem formada por imponentes paredões rochosos em tons de vermelho, laranja e cinza, esculpidos ao longo de milhões de anos pela erosão de um antigo rio. O vale coberto por vegetação que corta a região completa o cenário, criando um visual espetacular. Com seus paredões que se estendem dos dois lados.
O espetáculo começa a cerca de 30 km do centro da cidade de Bom Jesus, por sua vez, está situada a 600 km de Teresina e a 340 km de São Raimundo Nonato, ambas conectadas por rodovias pavimentadas, o que torna o acesso a esse cenário grandioso uma jornada possível e claro, inesquecível.
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Nessa aventura, o guia Lucas Batista, levou o portal Coluna Sempre Mais para conhecer esse lugar encantador. O passeio percorre a parte mais bonita onde as paredes rochosas são mais elevadas e se aproximam uma da outra.
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“Durante o percurso dos Cânions nós atravessamos 20 km entre os paredões de arenito, formados pela erosão da água e do vento, formando paisagens incríveis, sendo localizado dentro de 4 propriedades privadas, que criam gado de corte. Durante o percurso, nos trechos de cerrado/caatinga encontramos diversos animais selvagens, como águias, roedores como o mocó, veados, quatis, onças e outros animais”, detalha o jovem que há quatro anos conduz os visitantes na região.

Guia Lucas Batista
Pinturas rupestres
Durante o percurso que dura cerca de 7 horas nos reserva surpresas, dentre elas achados que revelam a história ancestral da região como pinturas rupestres e gravuras talhadas nas rochas, retratando cenas do cotidiano dos povos originários que ali viveram.
“As pinturas rupestres foram feitas pelos povos originários a milhares de anos atrás, com o uso de óxidos de ferro, sangue e outras misturas. As pinturas e gravuras representam o cotidiano, os rituais, animais e etc. Fazem parte da Rota do Homem americano, que também englobam Serra da Capivara, e Serra das Confusões, aonde transitavam esses povos”, explica o guia.

Explore com segurança
É possível fazer o passeio o ano inteiro, mas durante o período chuvoso o trajeto pode ficar mais difícil. Contar com um guia local é essencial para garantir segurança e aproveitar melhor cada etapa do percurso. “O período chuvoso vai de dezembro até março. Temos passeios em todas as estações, sendo recomendado 4x4 principalmente em épocas de chuva”.
E completa:
“O Guia vai ser responsável por apresentar os Cânions, de forma que você entenda os processos de formações dos Cânions, e conheça sobre a fauna e flora local, além de contar histórias e lendas que fazem parte da região permitindo ao turista uma maior imersão no local com segurança”.
Gruta do Geraldinho
O passeio se encerra com uma curta caminhada até a Gruta do Geraldinho, uma caverna escondida entre as formações rochosas e batizada em homenagem a um antigo morador da região. O interior da gruta surpreende com a beleza de suas estalactites e estalagmites, que compõem um cenário quase mágico. O acesso ao local, embora simples, exige uma breve trilha que vale cada passo.
“Na caverna é possível ver animais selvagens locais, répteis, anfíbios, mamíferos, sendo um local aonde se crescem grande árvores nas suas clareiras, como o Jequitibá, tornando a trilha no local um espetáculo à parte”, conta Lucas Batista.
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Valorização do local
O grande diferencial dos Cânions do Viana está na própria imponência da paisagem, esculpida há aproximadamente 300 milhões de anos. Essa formação geológica única cria cenários de tirar o fôlego, muitas vezes comparáveis aos vistos em filmes de ficção científica. A grandiosidade natural do lugar não apenas encanta os visitantes, como também representa um importante patrimônio geológico e ambiental do Piauí, cuja preservação é fundamental para o turismo sustentável e o reconhecimento das riquezas do semiárido brasileiro.
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“É importante para que mais pessoas possam desfrutar das riquezas do local, aonde as histórias contadas principalmente através da arte rupestre, não seja vandalizada, e a fauna e a flora possam prosperar”, finaliza o guia.



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