Ardência, sensibilidade à luz, vermelhidão e sensação de areia ou corpo estranho nos olhos são alguns dos principais sintomas do olho seco, que é um problema oftalmológico comum e que, atualmente, afeta um número considerável de pessoas. Segundo dados Tear Film Ocular Surface Society (TFOS), a doença atinge 5% a 50% das pessoas globalmente.
No âmbito brasileiro, levantamento de 2018 realizado por pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas apontou que o problema está presente em 12,8% de pessoas com mais de 40 anos. Para alertar a população sobre esse problema, a campanha Julho Turquesa se configura como um reforço importante das principais orientações, sintomas e tratamentos da doença.
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Seja o olho seco por deficiência aquosa (que surge quando existe uma diminuição da produção de lágrimas pela glândula lacrimal) ou evaporativo (mais comum e que pode ocorrer, por exemplo, devido ao uso excessivo de telas), é fundamental ter atenção à doença em todas as faixas etárias. O Dr. Jordan Leite, médico oftalmologista do Vilar Hospital de Olhos, ressalta que os cuidados com a visão devem ser contínuos, principalmente diante do maior uso de aparelhos eletrônicos. Ele explica que quando existente a doença, “pode haver uma maior intolerância ao uso de lentes de contato, assim como o lacrimejamento rebote e, em casos mais severos, baixa da acuidade visual. Além disso, o principal risco a longo prazo é a diminuição na qualidade de vida e na produtividade do dia a dia”, ressalta.
Importante ainda destacar que em casos mais graves pode haver um sofrimento crônico e excessivo da córnea com lesões mais complexas, risco aumentada de infecção, entre outros problemas. Por isso, é fundamental o diagnóstico adequado para o tratamento mais eficaz, que “é realizado através de mudanças de hábito de vida associadas aos remédios necessários, a exemplo de colírio lubrificantes e gel”, explica. Com relação a mudanças na rotina, ele acrescenta que é preciso “evitar o contato direto de vento nos olhos: como não andar de viseira aberta na moto ou ter o ventilador direto nos olhos, assim como não fumar. Vale também utilizar umidificadores de ar, lembrar de piscar bem os olhos durante uso de telas, diminuir o uso das mesmas e aumentar os intervalos de descanso”, orienta.
Regularmente, a ida ao oftalmologista é recomendada para identificar este problema e outras doenças que podem afetar a visão. Com diagnóstico e tratamento adequado, é possível ter qualidade de vida.



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