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Rede de apoio em Teresina oferece acolhimento e prevenção ao suicídio

A iniciativa integra um esforço contínuo para fortalecer a rede de atenção à saúde mental e garantir que a população tenha acesso ao cuidado necessário em momentos de sofrimento psíquico

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 imagem: Tânia Rego - Agência Brasil

Teresina conta com serviços que atuam na prevenção e pósvenção do suicídio, oferecendo apoio gratuito a pessoas com ideação suicida e seus familiares. A iniciativa integra um esforço contínuo para fortalecer a rede de atenção à saúde mental e garantir que a população tenha acesso ao cuidado necessário em momentos de sofrimento psíquico.

Entre esses serviços, está o PROVIDA, especializado no acompanhamento de pessoas que já tentaram suicídio. Localizado na Rua Álvaro Mendes, nº 1557, Centro-Sul, nas proximidades da Praça da Igreja São Benedito, o espaço conta com atendimento de psicólogos e psiquiatras, funcionando por demanda espontânea. “O local está preparado para acolher com escuta qualificada e cuidado especializado”, destaca Luanna Bueno, gerente de Saúde Mental.

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A gerente explica que, além do PROVIDA, existem 7 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), que possuem equipe multiprofissional e acolhem pessoas com transtornos mentais severos e persistentes. “Já em casos de transtornos leves, as pessoas podem buscar as Unidades Básicas de Saúde. Se houver necessidade, na própria Unidade é marcada consulta para psicólogos e psiquiatra, nos ambulatórios”.

Agora, em caso de urgência psiquiátrica, como surto psicótico ou tentativa de suicídio, a população pode acionar o SAMU, por meio do número gratuito 192 ou ir por meios próprios para o Hospital Areolino de Abreu, local que possui psiquiatras 24 horas e é o hospital referência em atendimento de urgência psiquiátrica. Outra opção é se dirigir aos CAPS, se o usuário em crise já for atendido pelo CAPS.

O suicídio é um grave problema de saúde pública, que pode ocorrer por múltiplos fatores. Segundo a Organização Mundial de Saúde, 90% dos casos estão relacionados a transtornos mentais, que podem ser prevenidos e tratados. Além disso, uma vez informada sobre o tema, a população pode contribuir com a diminuição dos fatores de risco e com o aumento dos fatores de proteção.

“Falar sobre o suicídio é fundamental para a sua prevenção, mas alerto que essa discussão deve ser de forma responsável e útil: não se pode divulgar casos individualizados para não impulsionar outras pessoas a terem a mesma conduta. A Organização Mundial de Saúde recomenda que se fale sobre a importância da saúde mental, que as doenças mentais têm tratamento, além de informar amplamente locais que fornecem ajuda”, finaliza Luanna Bueno.

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