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Rally Cerapió/Piocerá pode ganhar status de patrimônio cultural e turístico do Piauí

Projeto propõe reconhecer oficialmente a tradicional competição como patrimônio cultural imaterial e turístico, destacando seu impacto no turismo e na economia dos municípios por onde passa

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 divulgação

O que começou como uma competição sobre rodas ganhou, ao longo de quase quatro décadas, um significado que vai muito além do esporte. O Rally Cerapió/Piocerá, uma das provas mais tradicionais do Nordeste, avançou em sua transformação em patrimônio cultural e turístico do Piauí após a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa aprovar, nesta terça-feira (15), o projeto que propõe o reconhecimento oficial do evento.

A proposta, de autoria do deputado Dr. Hélio, considera o Rally Cerapió/Piocerá um patrimônio cultural e turístico imaterial do estado. O projeto ainda seguirá as demais etapas de tramitação antes de uma eventual transformação em lei.

Mais do que uma disputa de velocidade e resistência, o rali construiu uma trajetória ligada às paisagens, às cidades e às riquezas do território nordestino. O roteiro muda a cada edição e leva participantes e equipes por diferentes municípios, ajudando a colocar destinos turísticos no caminho de quem chega de outras partes do país.

O próprio Plano de Marketing do Piauí destaca o Cerapió/Piocerá como um evento de relevância para a promoção turística do estado. Em levantamento utilizado no planejamento, a prova aparece como um roteiro itinerante de cerca de mil quilômetros, com centenas de participantes e acompanhantes, além de forte exposição na mídia.

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Um rali que movimenta cidades

O impacto também chega à economia local. Durante a passagem da caravana, hotéis, restaurantes, postos de combustíveis, comércio e outros serviços entram na rota do evento.

Em 2026, o Sebrae estimou que a competição poderia movimentar cerca de R$ 8 milhões em setores como hotelaria, alimentação, comércio, combustíveis e serviços nos municípios alcançados pelo percurso. A instituição também destaca o papel histórico do evento na divulgação de destinos turísticos do Piauí e do Ceará.

Foi justamente essa capacidade de movimentar diferentes áreas que ganhou destaque no relatório apresentado na CCJ. O deputado Fábio Novo, relator da proposta, afirmou que o Rally contribui para fortalecer hotéis, comércio e gastronomia, além de promover rotas ecológicas e revelar potencialidades culturais e arqueológicas do Piauí.

Patrimônio sobre rodas

A proposta prevê que, caso seja transformada em lei, o Poder Executivo poderá desenvolver ações de valorização, divulgação e preservação histórica e cultural relacionadas ao evento.

Na prática, o reconhecimento busca oficializar algo que o Rally já construiu ao longo de sua história: uma identidade que mistura esporte, aventura, turismo, cultura e descoberta de novos caminhos.

Criado em 1987, o evento se tornou uma tradição anual entre Piauí e Ceará e passou a apresentar, a cada edição, novas paisagens e municípios aos participantes e à imprensa que acompanha a competição. Em anos pares, a prova recebe o nome de Cerapió; nos anos ímpares, Piocerá, de acordo com o sentido do percurso.

Agora, quase 40 anos depois de sua criação, o Rally Cerapió/Piocerá pode ganhar também um novo lugar na história oficial do Piauí: o de patrimônio cultural e turístico imaterial do estado.

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