O resgate da trajetória da revista Cadernos de Teresina, um dos mais importantes registros da memória cultural da capital piauiense, foi concluído com a finalização de um projeto editorial e audiovisual desenvolvido pela Fundação Municipal de Cultura Monsenhor Chaves (FMC). A iniciativa promoveu uma revisitação semanal à publicação, valorizando sua contribuição para a preservação da história, da literatura e da evolução urbana de Teresina.
A publicação da revista começou em novembro de 1987, sob a superintendência do professor Noé Mendes. Inclusive, a sugestão do nome “Cadernos de Teresina” foi dada por ele na época. Em seus primeiros anos, a publicação possuía periodicidade quadrimestral e sua edição de estreia foi dedicada de forma muito especial à Semana Mário Faustino.
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Ao longo de mais de três décadas de circulação, a revista passou por transformações em sua identidade visual, refletindo as mudanças tecnológicas e artísticas de cada período. Nas duas primeiras edições, a publicação utilizava uma logo marcante que trazia a silhueta da Ponte Metálica, desenhada por Durvalino Filho e Antônio Lucas (Design e Tipologia). Com o tempo, a marca passou por três modificações na tipografia, mantendo o desenho original da edição nº 3 até a nº 33, quando a identidade visual foi totalmente renovada para as edições seguintes.
O grande diferencial dos Cadernos de Teresina sempre foi a pluralidade de vozes que preencheram suas páginas. A publicação se tornou o ponto de encontro e a grande vitrine para poetas, historiadores, jornalistas, pesquisadores, fotógrafos, artistas plásticos, escritores e cronistas piauienses. Ao todo, foram 42 edições impressas e vídeos publicados.



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