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Cadernos de Teresina

Publicação documenta a história, os mestres e as tradições do bumba meu boi em Teresina

Publicação reúne pesquisas, mapas, registros históricos e depoimentos de mestres da cultura popular, e sua importância para a identidade cultural de Teresina

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 Jaíssa Moreno apresenta a versão digital da publicação / imagem: divulgação

A tradição do bumba meu boi em Teresina é o destaque da 42ª edição da revista Cadernos de Teresina. A publicação reúne pesquisas, registros históricos e depoimentos que resgatam a trajetória de uma das mais importantes manifestações da cultura popular piauiense, reforçando sua relevância para a memória e a identidade cultural da capital.

A condução deste episódio foi realizada pela servidora, Jaíssa Moreno. Em sua participação, que tem início no mirante do Museu da Imagem e do Som (MIS) e encerramento na Praça do Boidódromo, no bairro Poty Velho, ela destaca a importância das pesquisas publicadas nesta edição como ferramentas essenciais para mapear, salvaguardar e valorizar as manifestações folclóricas que dão vida à identidade teresinense ao longo dos anos.

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O grande destaque do volume é o extenso e profundo artigo intitulado “O bumba-meu-boi em Teresina: danças e contradições na arena da política cultural de eventos”, assinado pelos pesquisadores, Francisco da Silva Pereira e Maria Dione Carvalho de Moraes (pág. 22). A pesquisa analisa a fundo o universo do bumba meu boi no Piauí, investigando sua capacidade de sobrevivência urbana, as tensões de mercado e o impacto das políticas públicas de fomento, como o Festival de Toadas e o Encontro de Bois. O texto joga luz sobre os rituais que compõem a brincadeira, detalhando o ciclo do folguedo que envolve o nascimento, o batizado, a morte e a ressurreição do boi.

A edição enriquece esse mapeamento trazendo dados geográficos e históricos precisos, incluindo um mapa político de Teresina que delimita o corredor dos rios Poty e Parnaíba e localiza geograficamente os grupos de bois em atividade na capital.

Além de resgatar as memórias de antigos amadores e mestres, como Mestre Valdemar e o antológico depoimento de Mestre Malfeitor, o volume contextualiza a evolução jurídica e patrimonial da festa, citando leis municipais de proteção e inventários de bens imateriais realizados na região. Para ter acesso à revista completa CLIQUE AQUI!

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