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Patrimônio do Piauí

Financiamento coletivo quer transformar história da cajuína em livro e documentário; veja como participar

Além de homenagear Maria Portela Veloso, projeto mapeia e valoriza mulheres que mantêm viva a produção artesanal da cajuína em Valença do Piauí

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 Maria Portela Veloso, produtora de cajuína que viveu em Valença no início do século XX / imagem: divulgação

Já está no ar a campanha de financiamento coletivo "Cajuína: substantivo feminino" na plataforma Benfeitoria. Idealizada pela jornalista, mestre em Meio Ambiente e Desenvolvimento Rural pela Universidade de Brasília e pesquisadora Sara Almeida Campos, a iniciativa tem como objetivo principal dar visibilidade e registrar o protagonismo histórico de Maria Portela Veloso, produtora de cajuína que viveu em Valença no início do século XX, em um formato de livro e documentário.

A campanha funciona no modelo de metas estendidas, onde a comunidade e apoiadores de todo o Brasil podem colaborar financeiramente em troca de recompensas exclusivas como exemplares do livro, ecobags e agradecimentos no documentário. As doações podem ser feitas via pix ou cartão de crédito e possuem diferentes faixas de colaboração que variam entre R$35,00 e R$800,00.

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Uma história invisibilizada

A pesquisa que deu origem ao projeto nasceu de um elo afetivo da pesquisadora com suas raízes piauienses e de uma investigação qualitativa e documental rigorosa com apoio do historiador e patrimônio vivo do Piauí, Antonio José Mambenga. Foi no território de Valença do Piauí que nasceu o primeiro rótulo de cajuína do Brasil. Foi graças ao pioneirismo de Maria Portela Veloso, conhecida carinhosamente como Dona Maricas, que a cajuína foi rotulada pela primeira vez no Brasil e iniciou sua comercialização para outros estados brasileiros como São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco.

Sara Almeida Campos, pesquisadora que está a frente da iniciativa / imagem: reprodução Instagram

O conteúdo do livro e do documentário também contempla a trajetória de mulheres rurais no saber-fazer cajuína artesanal como Regina Lúcia Soares Barbosa (Cajuína São Francisco), Helena Maria Rodrigues de Amorim (Cajuína Dona Júlia), Maria José da Silva Freitas (Cajuína Dona Júlia) e Silmara de Souza Bezerra Oliveira (Cajuína Suita). “Pretendo fazer um mapa das artesãs da cajuína na zona rural e na cidade de Valença do Piauí. É preciso apresentar dados atualizados sobre essas mulheres e celebrá-las”, ressalta a pesquisadora.

Apesar do valor histórico e cultural da bebida, hoje registrada como Patrimônio Cultural Imaterial pelo Iphan, o papel das mulheres rurais na continuidade e salvaguarda dessa tradição secular muitas vezes permanece nos bastidores.

"Entender que a cajuína é um substantivo feminino é reconhecer este trabalho de gerações com o protagonismo que elas merecem", finaliza.

Como Apoiar?

Qualquer pessoa física ou empresa pode se tornar um benfeitor do projeto. As doações podem ser feitas de forma rápida e segura através do QR Code oficial da campanha ou diretamente pelo link na plataforma Benfeitoria AQUI.

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