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Memória viva

Projeto da Uespi organiza acervo histórico e fortalece cultura e leitura em Oeiras

Atividades incluem organização de acervo, mediação de leitura e ações culturais abertas à comunidade

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 Vitor Gaspar

O curso de História do campus de Oeiras da Universidade Estadual do Piauí (Uespi) deu início aos trabalhos de organização de acervo, catalogação e acompanhamento das práticas desenvolvidas no sebo de livros Maria Pangula, localizado na Casa Célis, no centro histórico do município.

A iniciativa integra o Programa de Extensão SOL (Saberes, Oralidade e Literatura), vinculado à Pró-Reitoria de Extensão, Assuntos Estudantis e Comunitários (Prex) e coordenado pela mestra Arysa Cabral Barros, professora do curso de Biblioteconomia da Uespi, nos campi Torquato Neto e Clóvis Moura, em Teresina
e a pós-doutora Yomara Feitosa Caetano de Oliveira, professora do curso de História no campus Possidônio Queiroz, em Oeiras. O projeto articula ensino, pesquisa e extensão por meio de ações voltadas à preservação da memória cultural e ao incentivo à leitura.

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As atividades incluem a organização técnica do acervo, a catalogação das obras e o apoio às ações culturais realizadas no espaço, que passou a receber a comunidade a partir de 2024. O trabalho também envolve a mediação de leitura e o desenvolvimento de práticas educativas, aproximando a universidade da população local.

Participam do projeto estudantes do curso de História do campus de Oeiras, que atuam diretamente nas atividades de organização e dinamização do espaço, contribuindo para a formação acadêmica e prática dos discentes.

Segundo a professora Arysa Cabral Barros, uma das coordenadoras da ação extensionista, o projeto amplia a formação dos estudantes ao integrar teoria e prática. “O Programa SOL é de grande importância para a comunidade acadêmica por promover uma formação interdisciplinar que integra ensino, pesquisa e extensão, especialmente entre os cursos de Biblioteconomia e História. Ao articular práticas como curadoria literária, mediação da leitura e valorização da memória e da oralidade, contribui para o desenvolvimento de competências críticas e profissionais dos discentes”, destaca.

Além da atuação no sebo, o programa também desenvolve, ao longo de 2026, ações educativas em escolas públicas e institutos federais, com foco na valorização de narrativas femininas, negras e contracoloniais.

As atividades também contribuem para a preservação do patrimônio cultural de Oeiras, ao mesmo tempo em que ampliam o acesso da população a espaços de leitura e produção de conhecimento. A expectativa é que o projeto continue fortalecendo o vínculo entre universidade e comunidade, consolidando o sebo Maria Pangula como um ponto de referência cultural e educativo na cidade. As ações do programa podem ser acompanhadas pelo perfil @programasol.uespi nas redes sociais, onde são divulgadas as atividades e programações abertas ao público.

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