A Gerência de Vigilância Sanitária de Teresina (GEVISA), vinculada à Fundação Municipal de Saúde (FMS), realiza inspeções rotineiras em estabelecimentos que comercializam alimentos no município. Desde o início de março, as equipes intensificaram a fiscalização de produtos mais consumidos durante a Semana Santa, como pescados, ovos, queijos e sardinhas, período em que cresce a procura por esses itens.
“Nossa equipe segue atuando de forma responsável para assegurar a qualidade dos alimentos e proteger a saúde. Mas os consumidores também devem observar procedência, validade e condições de conservação no momento da compra”, orientou a gerente da Vigilância Sanitária, Jeanyne Seba.
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A nutricionista Jussara Salgado explica que há sinais claros de que o pescado está fresco. Por serem altamente perecíveis, peixes e frutos do mar podem se deteriorar rapidamente se não forem mantidos nas condições adequadas de conservação. “O peixe deve ter carne firme, escamas brilhantes e bem aderidas à pele, olhos salientes e brilhantes, além de guelras vermelhas e cheiro suave, característico.”
O consumidor deve evitar produtos com odor forte, semelhante ao de amônia, ou que não estejam devidamente refrigerados. “O pescado precisa estar sobre uma camada de gelo, sem contato direto, e protegido por plástico adequado. Já os congelados devem estar bem armazenados, sem sinais de descongelamento, como embalagem úmida ou amolecida”, explicou a nutricionista.
Caraterísticas do peixe próprio para o consumo:
- carne firme;
- escamas aderentes à pele;
- olhos brilhantes; guelras avermelhadas;
- cheiro suave.
Armazenamento
A recomendação é que o pescado seja armazenado o mais rápido possível após a compra. Em casa, deve ser limpo (com retirada de vísceras, escamas e resíduos), e guardado em recipiente fechado na geladeira.
O consumo do peixe cru deve ocorrer em até 24 horas. Já o alimento cozido pode ser mantido por até três dias, desde que refrigerado adequadamente.
“Durante o preparo, a higiene é essencial. Lavar bem as mãos antes e depois de manipular alimentos, higienizar utensílios e evitar o contato entre alimentos crus e cozidos são medidas simples, mas eficazes”, acrescentou Jussara Salgado.
Risco de intoxicação
A ingestão de pescado contaminado pode causar intoxicação alimentar com sintomas como náuseas, vômitos, diarreia e, em casos mais graves, levar à hospitalização.
“O pescado é um alimento rico em proteínas e muito sensível. Quando não é manipulado corretamente, pode favorecer a proliferação de bactérias e a produção de toxinas prejudiciais à saúde”, alertou a superintendente Helen Keller.
Para evitar problemas, a orientação é planejar as compras, adquirir os produtos e preparar os alimentos o mais próximo possível do momento de servir. No caso de pratos frios, como saladas, a recomendação é mantê-los sob refrigeração até o consumo.
No caso do bacalhau, o dessalgue deve ser feito sob refrigeração, nunca em temperatura ambiente, reduzindo o risco de contaminação.
Orientações para comprar alimentos
- Peixe fresco: devem estar coberto com gelo, guelras avermelhadas, olhos brilhantes e salientes, carne firme e odor próprio.
- Peixe congelado: textura firme e sem sinais de descongelamento.
- Filé de peixe congelado: embalado, com selo de inspeção e data de validade.
- Camarão: Carapaça aderente, odor próprio e sem manchas escuras.
- Bacalhau: Carne e pele firmes, sem umidade e sem manchas escuras ou avermelhadas.
- Ovos: Em embalagens próprias com data de validade e selo de inspeção. Casca íntegra limpa e sem manchas.
- Enlatados: Embalagem íntegra, sem ferrugem, não amassada ou estufada.
- Queijo: Embalado com selo de inspeção, validade e fabricante no rótulo. Queijo fatiado somente de locais próprios e devidamente embalado.



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