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Ecoansiedade: como as mudanças climáticas impactam a saúde mental

Especialista explica como eventos climáticos extremos podem gerar ansiedade e quando buscar ajuda

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 divulgação

O aumento das temperaturas no Brasil já é registrado oficialmente. O Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) apontou que o verão 2024/2025 esteve entre os mais quentes desde 1961, com temperaturas acima da média histórica do período de referência 1991–2020. Em algumas regiões do país, além das ondas de calor, episódios de estiagem, fumaça de queimadas e chuvas intensas passaram a fazer parte do cotidiano da população.

Diante desse cenário, um termo tem ganhado espaço nos debates sobre saúde mental: a ecoansiedade. Segundo o professor Fabrício Otoboni, docente do curso de Psicologia daWyden, ecoansiedade é a angústia relacionada às mudanças climáticas e à degradação ambiental. “Não se trata de um transtorno mental formal, mas de uma resposta emocional compreensível diante de ameaças ambientais reais. Quando a exposição a notícias sobre calor recorde, queimadas e desastres é constante, o cérebro pode interpretar isso como um estado de alerta contínuo”, explica o professor.

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De acordo com o especialista, a preocupação ambiental é legítima e pode ser saudável, pois estimula consciência e responsabilidade. O problema surge quando essa preocupação se torna excessiva e começa a interferir na rotina.

Sintomas mais comuns

Entre os sinais associados à ecoansiedade estão:

  • Preocupação constante com o futuro do planeta
  • Sensação de impotência diante dos problemas ambientais
  • Culpa excessiva relacionada a hábitos de consumo
  • Ansiedade ao acompanhar notícias sobre clima

Otoboni destaca que a atenção deve aumentar quando há impacto no sono, no rendimento profissional ou nas relações pessoais. “Nesse caso, é importante buscar apoio psicológico. A psicoterapia ajuda a organizar pensamentos, reduzir a ansiedade e transformar a preocupação em atitudes possíveis e equilibradas”, afirma.

Para lidar de forma saudável, o professor orienta a adoção de estratégias práticas no dia a dia, como estabelecer limites para o consumo de notícias, priorizar fontes confiáveis de informação, focar em ações concretas que estejam ao alcance individual e manter uma rotina de autocuidado, com momentos de lazer e prática de atividade física. “A consciência ambiental é necessária. O equilíbrio emocional também”, conclui Fabrício.

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