A exposição fotográfica “Piauí Afropindorâmico” está aberta ao público no Museu dos Povos Indígenas do Piauí – Anízia Maria, localizado na Comunidade Nazaré, no município de Lagoa de São Francisco. A mostra já percorreu outras cidades do estado, como Oeiras e Amarante, chegando agora à sua terceira cidade, com visitação gratuita até 06 de fevereiro, de segunda a sexta-feira, das 8h às 11h e das 14h às 17h.
O projeto marca um momento histórico para a cultura piauiense, sendo a primeira exposição fotográfica realizada dentro de uma oca indígena no Piauí, ocupando três estruturas tradicionais da comunidade, duas ocas medianas e a grande oca do povo Tabajara. A proposta respeita a circularidade e a energia do espaço, promovendo uma experiência sensorial e simbólica única para o público.
Autor da exposição, o fotógrafo Chico Rasta destaca o caráter especial desta etapa do projeto. Segundo ele, iniciar o ano de 2026 com a exposição no Museu Indígena representa uma estreia simbólica. “A gente se adaptou ao espaço, manteve a circularidade e contribuiu para a energia do lugar. Estar dentro das ocas é algo único, e ter a própria comunidade como receptora e guia da exposição torna tudo ainda mais potente. Esse trabalho reúne registros de mais de 15 anos e dialoga naturalmente com a cultura afro-indígena, que está viva na comunidade Nazaré”, afirma o fotógrafo.
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Para o secretário de Estado da Cultura, Rodrigo Amorim, iniciativas como essa reforçam o papel da cultura como ferramenta de educação, memória e transformação social. “A circulação de projetos como o Piauí Afropindorâmico pelas casas de cultura do estado é fundamental para levar conhecimento, história e pertencimento a crianças, jovens e adultos. É uma ação que valoriza nossas identidades, aproxima a população dos espaços culturais e fortalece o sentimento de reconhecimento das nossas origens”, destaca o secretário.
Mais do que uma mostra fotográfica, Piauí Afropindorâmico propõe uma reflexão profunda sobre identidade, ancestralidade e pertencimento, reunindo registros que dialogam com as matrizes afro-indígenas presentes na formação cultural do Piauí.
Um dos grandes diferenciais desta edição é o fato de que os próprios povos indígenas da Comunidade Nazaré também são personagens fotografados da exposição, fortalecendo o sentimento de pertencimento e reconhecimento coletivo.



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