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Saúde

Dezembro Vermelho: prevenção ainda é o maior desafio entre jovens no combate ao HIV

Teresina registra queda, mas cenário nacional alerta para riscos entre jovens e necessidade de prevenção contínua

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 imagem: reprodução

O mês de dezembro marca a campanha Dezembro Vermelho, dedicada à conscientização sobre o HIV e outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). Em meio ao aumento da exposição dos jovens ao risco, profissionais de saúde reforçam que a prevenção continua sendo a forma mais eficaz de combater o avanço das infecções.

A enfermeira e coordenadora de Enfermagem da Estácio, Nathalia Carvalho, destaca que a desinformação e a falsa sensação de invulnerabilidade têm contribuído para a elevação de diagnósticos entre adolescentes e adultos jovens.

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“Há uma geração que não vivenciou o impacto social da epidemia de HIV nos anos 80 e 90. Isso faz com que muitos banalizem os riscos, deixem de usar preservativos e negligenciem exames de rotina”, explica Nathalia.

A especialista reforça pontos essenciais da prevenção como:

  • Uso consistente de preservativo;
  • Testagem regular, disponível gratuitamente no SUS;
  • Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) e Pós-Exposição (PEP), indicadas para situações específicas;
  • Educação sexual baseada em informações científicas.

Nathalia também aponta a necessidade de ampliar o diálogo familiar e escolar sobre sexualidade, uma vez que a maior parte dos jovens busca informações em fontes não confiáveis. “Falar sobre prevenção é falar sobre saúde, cuidado e responsabilidade. A informação salva vidas”, ressalta.

Casos em Teresina

Em Teresina, a mobilização acontece em todas as Unidades Básicas de Saúde, no Centro de Testagem e Aconselhamento e nos Serviços de Atendimento Especializado (CTA).

De acordo com a Série Histórica de HIV/AIDS 2010–2025, divulgada pela Coordenação de IST/HIV e Hepatites Virais da FMS, o município registrou queda no número de casos em 2024, após um período de aumento observado nos anos anteriores.

Dados da Série Histórica – Teresina

Em 2010, foram registrados 233 casos entre residentes no município. Desde então, os números oscilaram, chegando a um pico em 2019, com 569 casos.

Em 2022 e 2023, os registros permaneceram elevados, com 539 e 553 casos, respectivamente. Já em 2024, Teresina contabilizou 469 casos, uma redução em relação aos anos anteriores. Em 2025, até 1º de dezembro, foram registrados 424 casos.

Para a Fundação Municipal de Saúde, os dados reforçam a importância da ampliação das estratégias de prevenção, da testagem precoce e do acesso ao tratamento contínuo.

Casos no Piauí

Segundo dados dos sistemas de informação da Sesapi (Sinam e SIM), o Piauí registrou, em 2025, um total de 432 novos casos de HIV e 163 casos de Aids. O Informe Epidemiológico aponta que, entre os novos diagnósticos de HIV, a faixa etária mais afetada é a de 20 a 34 anos. Já em relação à Aids, a maior prevalência está entre pessoas de 35 a 49 anos.

O informe também destaca outro dado preocupante: o estado registrou 117 óbitos por Aids em 2025.

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