Fim de ano é época de festas e confraternização, mas também de várias contas. É nesse momento que o 13º salário chega para ajudar a fechar o orçamento. Para otimizar o uso desse valor extra, separamos algumas dicas de especialistas.
Quem estiver no vermelho deve priorizar o pagamento de dívidas com juros mais altos, contas atrasadas, cartão de crédito, crediário e cheque especial.
O contador Alexandre Araújo, especialista em gestão trabalhista e planejamento financeiro, explica que todo trabalhador com carteira assinada tem direito ao décimo terceiro, incluindo empregados domésticos, trabalhadores rurais, urbanos e avulsos. Estagiários não têm direito. Ele lembra que quem trabalhou pelo menos 15 dias no mês já conta mês cheio para o cálculo, e que contratações ao longo do ano geram pagamento proporcional aos meses trabalhados.
>>> Siga o canal do portal Coluna Sempre Mais no WhatsApp
Sobre o valor, Alexandre reforça que o décimo terceiro corresponde ao salário integral de quem trabalhou os 12 meses do ano. Quando o período é menor, o valor é proporcional. A primeira parcela representa metade do salário bruto. Já a segunda parcela inclui os descontos de INSS e Imposto de Renda, quando aplicáveis.
O cálculo segue uma lógica simples: salário bruto dividido por 12 multiplicado pelos meses trabalhados. Em salários variáveis, é obrigatória a média anual. Adicionais como horas extras, comissões, insalubridade, periculosidade e adicional noturno precisam entrar na base de cálculo para evitar distorções. “A remuneração do ano inteiro deve ser considerada. Isso garante justiça no pagamento e segurança jurídica”, afirma.
Alexandre também chama atenção para erros comuns nas empresas, principalmente falhas na conferência de registros e inconsistências no eSocial. Segundo ele, planejamento e controle ao longo do ano evitam problemas no fechamento da folha, atrasos e custos desnecessários.
Dicas para aproveitar bem o décimo
Se houver sobras, a orientação é aplicar esse valor em uma reserva de emergência. Esse dinheiro fica destinado para gastos inesperados, como problemas de saúde, desemprego, reparos residenciais ou imprevistos no automóvel. O investimento deve ser feito em aplicações de baixo risco de perda do capital e com resgate imediato em caso de necessidade, como a Poupança e o CDB, Certificado de Depósito Bancário. A Serasa recomenda que o montante seja de, pelo menos, três meses de despesas mensais.
O abono de Natal pode ser reservado para a compra de material escolar, a contratação de serviços educacionais e pagamento de tributos como o IPTU e o IPVA. Mesmo com a folga no orçamento dada pela remuneração suplementar, é recomendado evitar novas compras por impulso.
Em caso de compras parceladas, o consumidor deve ficar atento ao acúmulo de cotas para não comprometer a renda ao longo do ano.



Comentários (0)
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião desta página, se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.
Comentar