Um alerta reforça os riscos do Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. Segundo a médica Amariles Borba, compreender o comportamento do inseto é essencial para evitar sua proliferação e proteger a população.
A fêmea do mosquito é a responsável pela picada, pois precisa se alimentar de sangue para completar o ciclo reprodutivo e transmitir os vírus. Ela costuma ser atraída por pessoas usando roupas escuras e é capaz de alcançar apartamentos em andares elevados, aproveitando-se de roupas, objetos e até elevadores como meio de transporte.
A picada do Aedes é quase imperceptível. Isso acontece porque o inseto utiliza três lancetas que liberam substâncias com efeito anti-inflamatório, anticoagulante e anestésico. Dessa forma, a vítima não sente dor e não reage, o que favorece a sobrevivência do mosquito.
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Outro aspecto preocupante é a resistência dos ovos. Eles podem permanecer grudados em superfícies por mais de um ano, aguardando condições ideais para eclodir. “Basta a presença de água limpa, água um pouco suja para que, em apenas cinco dias, o ciclo se complete e novos mosquitos estejam prontos para voar”, explica Amariles Borba.

Médica Amariles Borba / imagem: divulgação
Cuidados para evitar a proliferação do mosquito
A população deve redobrar os cuidados, eliminando qualquer tipo de água parada em recipientes, calhas e vasos. Além disso, recomenda-se lavar superfícies com escovão, sabão e água sanitária, garantindo a remoção dos ovos.
Segundo Amariles Borba, a prevenção continua sendo a principal arma contra a dengue, zika e chikungunya. “A colaboração de todos é essencial para reduzir os focos do mosquito e evitar novos casos dessas doenças”, conclui.



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