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Memória cultural

Casa Célis transforma leitura e história em instrumentos de cidadania em Oeiras

A iniciativa evidencia o papel da universidade como agente de desenvolvimento humano e cultural, promovendo uma formação integral que conecta saberes acadêmicos e demandas da comunidade

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 Arysa Cabral, Joimara Santos, dra. Yomara Caetano, Larissa Lopes e Rayanne Oliveira / imagens: Xico Carbó

A Universidade Estadual do Piauí (Uespi), por meio dos cursos de Biblioteconomia (campus Teresina) e História (campus Oeiras), realizou novas ações do Programa Casa Célis no Centro Histórico de Oeiras. A iniciativa reuniu estudantes, bibliotecárias e professoras na organização do acervo do Sebo Casa Célis, registrando cerca de 300 livros, um terço do total disponível, com o objetivo de formar leitores críticos e valorizar a memória histórica e cultural local.

“O projeto nasceu da percepção de uma necessidade na comunidade de Oeiras, uma cidade histórica que não possuía um sebo ou uma livraria para circulação de livros. Além de organizar o acervo do Sebo Casa Célis, localizado no Centro Histórico de Oeiras e que homenageia a professora Celis Carvalho, o programa busca reconstruir a biografia dessa educadora e valorizar seu legado e comprometimento com a educação em Oeiras. Não se trata apenas de organizar um simples sebo, mas de construir uma ação de profundo significado simbólico que une a comunidade e a universidade”, afirma a coordenada do projeto, Arysa Cabral Barros, do curso de Biblioteconomia.

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As ações envolveram a catalogação e registro técnico do acervo, oficinas formativas sobre curadoria literária, rodas de conversa sobre narrativas feministas e negras, além de apresentações culturais que destacaram a história de educadoras locais. A equipe participou de atividades práticas e debates sobre a função social da Biblioteconomia e da História na valorização da memória comunitária.

Equipe responsável pelo projeto

A aluna Maria Rita Almeida, do curso de história do campus de Oeiras, destaca que sua experiencia no programa representou uma vivência acadêmica e social enriquecedora. “Participar da ação do Projeto Casa Célis foi uma experiência singular, marcada por aprendizado, troca de saberes e acolhimento. Por se tratar de uma iniciativa voltada para mulheres e conduzida, em sua maioria, por uma equipe feminina, a participação nesse projeto foi fundamental para minha formação acadêmica e pessoal”, afirmou a discente.

Já a estudante de Biblioteconomia, Rayanne Oliveira relata o impacto direto das atividades em sua formação: “Tendo em vista a necessidade de vivenciar o tripé universitário (ensino, pesquisa e extensão), é muito gratificante e de grande aprendizado participar do Programa Casa Célis. Pude aplicar técnicas adquiridas no curso, além de dialogar com excelentes profissionais bibliotecárias e professores. Minha primeira visita a Oeiras foi marcante, tanto no âmbito pessoal como profissional, com trocas e experiências acadêmicas nas ações da Casa Célis.”

Ao promover o acesso à leitura, o fortalecimento da memória cultural e a valorização de educadoras e escritoras locais, o Programa Casa Célis reafirma o compromisso da Uespi com a cidadania, a inclusão e a transformação social. 

A iniciativa reforça o papel da universidade como agente de desenvolvimento humano e cultural, ao promover uma formação integral que conecta os saberes acadêmicos às demandas reais da comunidade. As ações foram construídas de forma colaborativa, em parceria com os responsáveis pela Casa Célis, Rogério Newton e Xico Carbó, garantindo maior alinhamento com a memória e as necessidades locais.

O Programa Casa Célis é coordenado pela mestra Arysa Cabral Barros, professora do curso de Biblioteconomia da Uespi, nos campi Torquato Neto e Clóvis Moura, em Teresina, e tem como vice-coordenadora a pós-doutora Yomara Feitosa Caetano de Oliveira, professora do curso de História no campus Possidônio Queiroz, em Oeiras.

A iniciativa conta ainda com o apoio da Universidade Federal do Piauí (UFPI), por meio das bibliotecárias mestras Larissa Lopes e Joimara Santos, além da colaboração do Departamento da Prex, da UESPI, fortalecendo o caráter interdisciplinar e colaborativo do projeto.

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