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Mais que acervo

Instituto resgata histórias e promove cultura viva no coração da Serra da Capivara

É um espaço dinâmico, que conta com biblioteca comunitária, projetos culturais voltados às mulheres rendeiras da região e diversas manifestações artísticas, sempre em diálogo com a comunidade

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 imagens: Francisco Gilásio

Muito além das pinturas rupestres e dos registros arqueológicos milenares, a região da Serra da Capivara, em Coronel José Dias, conta com o Centro de Memória dos Povos da Serra da Capivara, um espaço essencial para compreender não apenas a pré-história, mas também a história viva das comunidades que habitaram o território até a criação do Parque Nacional. Desde a inauguração, o local já recebeu 4.856 visitantes.

O equipamento integra as instalações do Instituto Olho d’Água (IOd’A) e é reconhecido como Ponto de Memória pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), o centro também foi vencedor do Prêmio Pontos de Memória – Edição Helena Quadros, se destacando pelo trabalho em museologia social e fortalecimento da identidade cultural.

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Mais do que um acervo, o Centro de Memória é um espaço dinâmico, que conta com biblioteca comunitária, projetos culturais voltados às mulheres rendeiras da região e diversas manifestações artísticas, sempre em diálogo com a comunidade. Essa interação garante que o patrimônio local esteja em constante renovação, se tornando um lugar de pertencimento e acolhimento.

Para a comunidade, o espaço já representa um marco de transformação social. “Hoje, o Centro de Memória dos Povos da Serra da Capivara tornou-se um ponto de encontro e de acolhimento, onde crianças e mulheres da comunidade têm acesso à arte, à educação e a oportunidades de geração de renda. Oficinas, exposições e atividades educativas transformaram o instituto em um verdadeiro equipamento cultural e social, fortalecendo laços e promovendo autoestima”, ressalta Marrian Rodrigues, idealizadora e coordenadora científica do IOd’A.

Marrian Rodrigues, idealizadora e coordenadora científica do IOd’A

Entre as exposições fixas, destaque para a Filhos das Serras, composta por objetos doados por moradores e seus descendentes. Cada peça carrega uma memória afetiva e uma história de vida, criando uma forte conexão entre o espaço e as famílias da região. Já a mostra Memórias do Agora dá voz às crianças, que por meio de esculturas em argila expressam sua visão sobre cultura e território, mantendo viva a tradição ao mesmo tempo em que reinterpretam o presente.

A fundadora do Instituto reforça ainda a importância de resgatar a história viva da comunidade. “O espaço fecha o circuito cultural da Serra da Capivara, ao lado do Museu do Homem Americano e do Museu da Natureza, permitindo ao visitante conhecer não apenas a pré-história e a história natural da região, mas também a memória viva das comunidades que ajudaram a proteger e preservar esse patrimônio mundial”, pontua Marrian.

Funcionamento

O Centro de Memória está localizado em Coronel José Dias e funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, com visitas aos sábados e domingos mediante agendamento prévio.

Para mais informações, os interessados devem acessar o site oficial.

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