Uma viagem de trabalho terminou em momentos de tensão e um prejuízo estimado em cerca de R$ 150 mil para a empresária piauiense Maria Clara. Ela estava em São Paulo para realizar compras destinadas às duas lojas que mantém no Piauí quando teve o celular levado durante um assalto e, segundo seu relato, criminosos conseguiram realizar transações bancárias após o roubo.
Maria Clara é proprietária da Lov Maria Brand, voltada para o segmento de moda feminina, e da Tem na Lov, que comercializa variedades e utensílios para o lar. A empresária viajou para São Paulo acompanhada do namorado, que também a auxilia no transporte das mercadorias adquiridas durante as viagens de compras.
Maria conta em relato nas redes sociais, que chegou à capital paulista na segunda-feira (28). Após retirar um veículo alugado, deixou as malas no hotel e seguiu para a região do Brás, onde iniciou as compras para os estabelecimentos. Na terça-feira (29), ela voltou à região do Brás e também esteve na 25 de Março. Depois de realizar parte das compras, pediu ao namorado que a buscasse porque não estava se sentindo bem.
O assalto aconteceu quando o casal estava dentro do carro, parado em um semáforo. Segundo Maria, a ação foi extremamente rápida e deixou o veículo com o vidro quebrado e ela cercada por estilhaços.
“Falei para ele me buscar na 25, pois não estava bem. Ele me buscou e, no caminho, fomos deixar as mercadorias na transportadora e depois voltamos para a 25 de Março para pegar as caixas com maquiagem. Quando saímos do lado da Concórdia e descemos o viaduto, tem um sinal. Ao parar no sinal, cerca de cinco segundos depois, uma pessoa bateu no vidro do carro, do lado que eu estava. Ele pegou o celular da minha mão e, quando nos demos conta, saiu correndo a pé. Liguei para a mamãe para poder bloquear as contas, enquanto tentava localizar o celular. Um desespero total. Eu não sabia o que fazer da minha vida naquele momento", relata no vídeo abalada.
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Maria Clara é empresária das lojas: Lov Maria e Tem na Lov / imagem: reprodução Instagram
A empresária afirma que, inicialmente, acreditou que o principal problema seria a perda do aparelho. A situação, no entanto, tomou outra proporção quando ela percebeu que o celular estava ligado ao acesso a contas e serviços financeiros. Após o roubo, Maria e o namorado seguiram para uma loja da operadora Claro para tentar recuperar o número de telefone e transferir o acesso às contas para outro aparelho.
Enquanto isso, familiares que estavam em Teresina começaram a identificar movimentações financeiras. Segundo a empresária, diversas transações foram realizadas antes que os bancos conseguissem bloquear as contas.
“Pegamos o carro direto para a Claro para tentar resgatar o meu chip e transferir as contas dos bancos para o celular do meu namorado. Nesse meio, a Maisa, que estava em Teresina, disse que eles estavam usando o meu cartão da Caixa e já tinham transações de R$ 4 mil, R$ 5 mil. Não deu tempo de o banco bloquear e acabamos bloqueando as contas da Tem de Tudo", detalha.
Segundo Maria, os criminosos também conseguiram movimentar valores de outras contas vinculadas ao aparelho. “Quando consegui entrar, eles conseguiram tirar meus dinheiros de todas as contas, até da conta da mamãe que estava vinculada ao meu celular.”
A empresária estima que o prejuízo total tenha chegado a aproximadamente R$ 150 mil. Durante o relato, ela mostra que foram registrados boletins de ocorrência relacionados ao assalto e aos danos provocados no veículo.
Confira o relato na íntegra AQUI.
Um alerta
Depois da experiência, Maria decidiu utilizar as redes sociais para alertar outros empreendedores e pessoas que costumam viajar para São Paulo em busca de mercadorias.
“Quem for para São Paulo, tome cuidado. Não mexa no celular dentro do carro, por mais que ele esteja fechado. Tenham cuidado ao sair de casa em São Paulo. Quando levaram o meu celular, pensei: ‘É só o meu celular, eu dou um jeito’. Mas não foi só o celular, foi o meu dinheiro. Eu tenho funcionário para pagar, o meu carro, várias contas.”
O alerta da empresária é também um reflexo da realidade de quem depende de viagens a grandes centros comerciais para manter pequenos negócios abastecidos.
Mobilização
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Diante do prejuízo, familiares e pessoas próximas iniciaram uma mobilização nas redes sociais para ajudar Maria Clara a reorganizar a vida financeira e manter os compromissos das empresas. A campanha foi divulgada como um Pix solidário, com pedido de contribuição de qualquer valor.
“Neste momento, ela se encontra sem nenhum recurso financeiro e está passando por uma situação muito difícil. Estamos nos mobilizando para ajudá-la a enfrentar esse momento e conseguir se reerguer. Qualquer valor faz a diferença. Não importa a quantia: toda ajuda será muito importante para ela. E, se você não puder contribuir financeiramente, compartilhe. Talvez essa mensagem chegue até alguém que possa ajudar", informa comunicado nas redes socias de Maria Clara.
A mobilização busca alcançar pessoas dispostas a contribuir ou compartilhar o pedido de ajuda para que ele chegue a mais pessoas. Para quem deseja contribuir:
Chave Pix: dianarochatm@gmail.com
Favorecida: Maria Rosineide Alves


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