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Raiva exige atenção: veja como prevenir e agir em casos de contato com animais suspeitos

Doença pode afetar todos os mamíferos e requer atendimento imediato após mordidas, arranhaduras ou contato com saliva

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 divulgação

A prevenção e os cuidados contra a raiva são fundamentais para reduzir os riscos de transmissão da doença, que pode acometer animais domésticos, como cães e gatos, e também os seres humanos. O tema ganhou destaque com o Dia Mundial da Raiva, celebrado ontem, 28 de setembro. Em Teresina, a Gerência de Zoonoses da Fundação Municipal de Saúde (FMS) mantém ações de vigilância e orienta a população sobre a importância da vacinação e dos cuidados diante de possíveis casos.

A raiva é uma doença gravíssima que afeta todos os mamíferos, incluindo seres humanos, atuando diretamente no sistema nervoso após o vírus alcançar o organismo.

“A transmissão ocorre principalmente por meio de mordidas de animais infectados, cujo vírus está presente na saliva. Contudo, também há risco considerável quando a saliva entra em contato com arranhões, feridas pré-existentes ou mucosas”, informa João Pereira, coordenador do Programa de Raiva e Leishmanionse da FMS.

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Segundo João Pereira, a dinâmica de contágio da raiva se divide em diferentes ciclos: o ciclo urbano, que envolve prioritariamente cães e gatos; o ciclo rural, associado sobretudo aos morcegos hematófagos e aos herbívoros; e o ciclo silvestre, mantido entre os animais selvagens.

Em Teresina, a vacina contra raiva para cães e gatos está disponível gratuitamente durante todo o ano na Gerência de Zoonoses, de domingo a domingo, além das campanhas que são realizadas anualmente em toda a cidade. A vacinação permanente é a  principal forma de conter a circulação da raiva, combinada com a vigilância epidemiológica constante.

Os sinais clínicos da doença nos animais são variáveis e se manifestam de forma progressiva. “Os tutores e a população em geral devem ficar atentos a alterações repentinas de comportamento, como o isolamento voluntário, além de quadros de agressividade, agitação, dificuldade para engolir, salivação excessiva e mudanças perceptíveis na vocalização. Em estágios mais avançados, também podem surgir falta de coordenação motora e paralisia dos membros”, adverte João Pereira.

Diante de qualquer suspeita, a orientação do especialista é categórica: a população jamais deve tocar ou tentar capturar o animal, devendo notificar imediatamente os serviços de saúde ou de vigilância. “Nos casos em que ocorrer o contato acidental com animais suspeitos — seja por mordida, arranhadura ou contato salivar —, a indicação é lavar o local atingido imediatamente com água e sabão e procurar de pronto uma unidade de saúde para avaliação médica”, ressalta João Pereira.

E conclui: “Reforçar as ações de prevenção da raiva é essencial para proteger integradamente tanto a saúde animal quanto a saúde humana”.

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