Creatina, polivitamínicos e outros suplementos ganharam espaço na rotina de quem busca mais disposição, melhora no desempenho físico ou simplesmente uma alimentação considerada mais completa. Mas, apesar de serem facilmente encontrados, esses produtos não devem ser consumidos indiscriminadamente.
O uso de vitaminas e suplementos deve levar em consideração as necessidades individuais de cada pessoa e, quando houver indicação, contar com orientação de um profissional habilitado. O alerta é do farmacêutico e doutor em Ciências Farmacêuticas, José Lopes Júnior, professor da Afya Parnaíba.
Segundo o especialista, os polivitamínicos são frequentemente utilizados sem que exista, necessariamente, uma deficiência nutricional que justifique o consumo. “Sabe-se que o uso de polivitamínicos é muito frequente, porém deve-se ter em mente que, por se tratar de um fármaco, deve-se usar de forma racional, devendo ser usado apenas em casos de necessidade”, orienta.
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Entre as situações que podem demandar suplementação estão a perda de apetite e deficiências nutricionais, como a hipovitaminose, além da deficiência de ferro em casos de anemia. Nesses casos, a indicação deve ser feita de acordo com a avaliação e orientação profissional.
A ideia de que vitaminas e suplementos, por serem vendidos livremente, não oferecem riscos é equivocada. O consumo excessivo pode provocar efeitos indesejados e até sobrecarregar órgãos importantes.
“Os polivitamínicos e suplementos podem sim oferecer riscos à saúde, o que se justifica serem usados de forma racional e prescritos. Dentre os problemas que podem surgir com o uso excessivo, tem-se intoxicação, sobrecarga renal, hepática, além de desequilíbrios metabólicos”, explica José Lopes Júnior.
E a creatina?
Entre os suplementos mais populares, a creatina se destaca principalmente entre praticantes de atividade física. De acordo com o professor, o produto pode contribuir para a melhora do desempenho físico, aumento da força muscular e redução do cansaço físico e mental.
“Dentre os beneficiários desse suplemento, têm-se principalmente os praticantes de atividade física, e estudos recentes apontam que indivíduos idosos, sob orientação, têm grandes benefícios com o produto”, acrescenta.
A principal recomendação é evitar a automedicação e o consumo de suplementos apenas porque o produto é popular ou porque outras pessoas obtiveram bons resultados com ele. Antes de iniciar o uso, é importante avaliar se existe de fato uma necessidade de suplementação, qual produto é adequado, a quantidade indicada e por quanto tempo ele deve ser utilizado.



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