O desenvolvimento do Box do Sentir levou cerca de dez meses e combinou diferentes etapas de pesquisa, criação e validação. Mais de 6 mil consumidores participaram do processo de escuta, que, isoladamente, durou entre três e quatro meses e ajudou a orientar a seleção dos cinco territórios emocionais explorados no projeto. Na sequência, as criações passaram por etapas de desenvolvimento e refinamento junto aos perfumistas e por testes e referências de neurociência, conectando conhecimento sobre o consumidor, ciência e sensibilidade criativa.
A relação entre fragrância, memória e emoção também ocupa há anos um espaço importante na pesquisa do Boticário. A marca foi pioneira em neurociência aplicada à beleza com a criação do Neurolab, estrutura dedicada a estudar respostas emocionais provocadas por experiências sensoriais, além de contar com um Centro de Pesquisa sobre o Olfato, que aprofunda o conhecimento sobre percepção olfativa e seus efeitos.
Essa capacidade de combinar ciência, tecnologia e sensibilidade faz parte de uma trajetória construída ao longo de quase cinco décadas na perfumaria. No último ano, mais de 280 fragrâncias do Boticário foram vendidas por minuto no Brasil, o equivalente a mais de 400 mil por dia, resultado de um portfólio que reúne inovação, conhecimento sobre o consumidor e criações que se tornaram parte da memória afetiva dos brasileiros.
“Liderar a perfumaria no Brasil há quase cinco décadas exige mais do que ciência e vanguarda; exige um amor profundo pelo que fazemos e um respeito enorme pelo jeito como o brasileiro se conecta com o mundo. Construímos o maior e mais amado portfólio do país porque nunca perdemos a nossa essência: a capacidade de transformar conhecimento técnico e inovação em emoção pura. O Box do Sentir nasce desse DNA, celebrando a nossa capacidade única de criar fragrâncias que não apenas marcam época, mas promovem vínculos afetivos inesquecíveis com as pessoas”, conclui Paulo Roseiro”, conclui Paulo Roseiro, Diretor Executivo de Perfumaria do Grupo Boticário.”
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Cinco perfumistas interepretam cinco formas de sentir
Responsável pela interpretação do otimismo, o francês Yann Vasnier da Givaudan, encontra nas viagens uma de suas principais fontes de inspiração. No Brasil, são as paisagens, a luz, as curvas e as nuances que alimentam seu repertório criativo. Sua fragrância parte dessa percepção para traduzir o otimismo como possibilidade, perspectiva e a crença no que ainda pode existir.
A canadense Natasha Côté-Mouzannar, da IFF, radicada em Paris, ficou responsável pela euforia. Depois de viver por três anos no Brasil, a perfumista desenvolveu uma relação próxima com a cultura, as frutas e a alegria de viver dos brasileiros e costuma definir o país como “o mais cheiroso do mundo”. É dessa energia pulsante e coletiva que nasce sua interpretação olfativa.
Já a garra foi traduzida por Leslie Gauthier, da Symrise. Nascida na França, a perfumista viveu por mais de dez anos no Brasil, onde sua filha nasceu, e carrega o país como parte da própria história. A partir dessa relação, sua criação olha para a força das raízes, para o pertencimento e para aquilo que permanece mesmo diante das transformações.
A francesa Veronique Nyberg, da MANE. Master Perfumista com uma relação afetiva de longa data com o Brasil, recebeu o desafio de interpretar o amor, sentimento que ganha forma a partir da proximidade, da troca e dos vínculos construídos entre as pessoas. Para Honorine Blanc, da dsm-firmenich, nascida no Líbano, coube a saudade. A perfumista descreve sua relação com o Brasil pela ideia de deliciousness, associada às pessoas, à comida, às frutas, à vegetação e às cores, referências que ajudam a construir sua leitura sobre aquilo que permanece na memória depois de uma experiência intensamente vivida.
Ao longo do processo, cada profissional traduziu seu sentimento por meio de escolhas de ingredientes, notas, acordes e construções olfativas próprias, mostrando que uma fragrância não nasce apenas de uma fórmula, mas também do olhar de quem a cria.
Fragrâncias se transformam em experiências
Essa mesma busca por traduzir as emoções também integra o evento de lançamento do projeto. Em parceria com a artista Simone Mattar, a marca deu vida ao Box do Sentir em sua primeira imersão multissensorial, concebida pela artista como uma gastroperformance, reverenciando a arte e valorizando a experiência humana, sem a utilização de tecnologias como a inteligência artificial. De forma lúdica e desconstruída, jornalistas e criadores de conteúdo foram convidados a viver uma experiência que expande os limites do frasco, integrando paladar, visão, audição, tato e olfato. A jornada aproximou os convidados do processo criativo dos mestres perfumistas, traduzindo em estímulos sensoriais os conceitos, emoções e memórias que deram origem a cada fragrância.



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