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Mercado de trabalho do Piauí muda de perfil com avanço da escolaridade

Em 2025, 61% dos ocupados tinham ao menos ensino médio e 21,7% possuíam formação superior completa

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 reprodução Agência Brasil

O mercado de trabalho do Piauí passou por mudanças importantes nos últimos anos, especialmente no nível de escolaridade das pessoas ocupadas. Em 2025, 61% dos trabalhadores do estado tinham pelo menos o ensino médio, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do IBGE.

Em 2012, esse percentual era de 35,8%. O avanço foi de 25,2 pontos percentuais em 13 anos, mostrando uma mudança significativa no perfil educacional da população ocupada.

Apesar do crescimento, o Piauí ainda aparece entre os estados com menor proporção de trabalhadores com pelo menos o ensino médio. A média nacional chegou a 68,5% em 2025. Distrito Federal (82,4%), São Paulo (76%) e Roraima (75,1%) registraram os maiores percentuais. Na outra ponta estavam Pará (55,2%), Paraíba (58,4%) e Maranhão (59,6%).

Mais trabalhadores com ensino superior

O avanço também aparece entre as pessoas ocupadas com formação superior completa. No Piauí, a proporção mais que dobrou entre 2012 e 2025, passando de 9,2% para 21,7%.

No Brasil, o percentual subiu de 14,1% para 24,9% no mesmo período. Entre os estados, os maiores índices em 2025 foram observados no Distrito Federal (45,9%), São Paulo (30%) e Rio de Janeiro (29,1%). Os menores ficaram com Pará (14,1%), Maranhão (16,4%) e Bahia (18%).

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Conta própria: mais registros no CNPJ

Outro movimento observado no mercado de trabalho piauiense envolve os trabalhadores por conta própria. Em 2025, o estado tinha cerca de 1,32 milhão de pessoas ocupadas, sendo aproximadamente 380 mil trabalhadores nessa condição, o equivalente a 28,7% do total.

Desse grupo, cerca de 46 mil possuíam registro no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), o que correspondia a 12,2% dos trabalhadores por conta própria.

O percentual é quase três vezes maior que o registrado em 2012, quando apenas 4,6% dos trabalhadores por conta própria tinham CNPJ. Mesmo com o avanço, o indicador ainda era o segundo menor do Nordeste e o sexto menor do país em 2025.

Do total de trabalhadores por conta própria com CNPJ no estado, 27 mil eram homens, representando 59%, e 19 mil eram mulheres, correspondendo a 41%.

No Brasil, 27,1% dos trabalhadores por conta própria possuíam CNPJ em 2025. Os maiores percentuais foram registrados em Santa Catarina (41,4%), São Paulo (39,4%) e Distrito Federal (36,8%). Pará (6,6%), Maranhão (7,8%) e Amazonas (8,5%) apresentaram os menores índices.

Fonte: IBGE – Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua

Sindicalização continua entre as maiores do país

Os dados também mostram mudanças na participação dos trabalhadores em sindicatos. Em 2012, o Piauí tinha cerca de 314 mil pessoas ocupadas associadas a sindicatos. Em 2025, esse número caiu para 204 mil, uma redução de 35%, ou cerca de 110 mil trabalhadores a menos.

Em termos proporcionais, 23,7% das pessoas ocupadas no estado eram sindicalizadas em 2012. O índice caiu para 13,9% em 2024, mas voltou a subir em 2025, chegando a 15,4%.

Mesmo com a redução observada ao longo do período, o Piauí registrou, em 2025, a segunda maior proporção de trabalhadores sindicalizados do Brasil, atrás apenas do Distrito Federal.

No país, cerca de 9 milhões de pessoas ocupadas estavam associadas a sindicatos em 2025, uma redução de 36,7% em relação a 2012, quando eram aproximadamente 14,3 milhões. A proporção nacional caiu de 16,1% para 8,8% no período.

Em 2025, os maiores percentuais de sindicalização foram registrados no Distrito Federal (16,3%), Piauí (15,4%) e Maranhão (12,2%). Os menores ficaram com Amazonas (4,7%), Amapá (5%) e Roraima (5,1%).

Os dados fazem parte da PNAD Contínua, do IBGE, que reúne informações sobre diferentes características do mercado de trabalho brasileiro.

Fonte: IBGE – Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua

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