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Cultura nordestina

Balé da Cidade de Teresina transforma o São João em poesia cênica no espetáculo SãJu

Montagem assinada por Felipe Rodrigues propõe diálogo entre tradição e contemporaneidade no universo das festas juninas

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 divulgação

Com inspiração nas tradições juninas e na riqueza cultural do Nordeste, o Balé da Cidade de Teresina apresenta o espetáculo SãJu, uma montagem que une dança, música e elementos da cultura popular em uma homenagem às raízes nordestinas. A apresentação acontece no dia 30 de junho e contará com as sonoridades da sanfona e a energia contagiante das festas juninas.

Em SãJu, tradição e contemporaneidade coexistem em um diálogo permanente, revelando que preservar a cultura popular também significa permitir que ela se transforme, acolha novas narrativas e reflita a diversidade dos sujeitos que a constroem. Nesse sentido, o espetáculo reafirma a dança como território de resistência, pertencimento e liberdade.

Criado pelo bailarino da companhia e quadrilheiro Felipe Rodrigues, o espetáculo tem como proposta aproximar o público das tradições juninas, destacando a riqueza cultural e a musicalidade que marcam o período festivo no Nordeste.

“SãJu é um espetáculo de dança criado por mim em comemoração ao aniversário do Balé da Cidade de Teresina. A obra presta homenagem ao movimento junino brasileiro, destacando as transformações e ressignificações que permeiam as danças populares ao longo do tempo. O espetáculo evidencia como as modificações estéticas, técnicas e cênicas estão presentes nas danças juninas, desde suas manifestações mais tradicionais até as formas estilizadas contemporâneas”, explicou o coreógrafo Felipe Rodrigues, por meio das redes sociais.

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Mais do que uma apresentação artística, SãJu é um convite à celebração das raízes e da força da cultura popular, mantendo vivas tradições que atravessam gerações. O espetáculo também nasce do encontro entre vivências, memórias e experiências dos bailarinos e bailarinas. Ao longo do processo criativo, o elenco foi convidado a revisitar suas relações com o universo junino, reconhecendo tradições, afetos e questionando estruturas historicamente estabelecidas.

“A obra propõe um olhar sensível sobre os papéis de gênero presentes nas manifestações juninas, abrindo espaço para novas possibilidades de existência em cena. Ao romper com padrões rígidos e convenções cristalizadas ao longo do tempo, os corpos dançantes afirmam a liberdade de ser, celebrar e ocupar o espaço artístico para além de definições”, completou o coreógrafo.

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