O encontro da Lua crescente com os planetas Vênus, Júpiter e Mercúrio proporcionou um dos espetáculos astronômicos mais marcantes observados recentemente no céu brasileiro. Visível a olho nu, o fenômeno chamou a atenção de observadores em diversas regiões do país pela proximidade aparente entre os astros e pela beleza da composição celeste, dispensando o uso de telescópios ou binóculos.
A observação dos corpos celestes visíveis a olho nu, ganhou destaque pela estética do alinhamento e pela aparente proximidade com a Lua crescente, formando uma cena rara e impressionante no horizonte após o pôr do sol.
Embora alinhamentos planetários ocorram com certa regularidade, a astrônoma do Observatório Nacional, Josina Nascimento, explica que esse episódio se destacou pela forma como os astros se apresentaram visualmente.
“O que vimos foi um fenômeno mais raro, porque os planetas apareceram alinhados, como sempre, mas aparentemente muito próximos entre si e com a Lua fininha, especialmente próxima de Vênus. Foi essa configuração que tornou a observação tão especial”, explicou.
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A astrônoma destaca ainda que Vênus, o planeta mais brilhante do céu, foi um dos protagonistas do espetáculo, acompanhado por Júpiter e Mercúrio, que completaram a formação observada por milhares de pessoas.
O alinhamento ocorre porque os planetas visíveis a olho nu — Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno — possuem órbitas localizadas praticamente no mesmo plano da órbita da Terra ao redor do Sol. A Lua também percorre uma trajetória muito próxima desse plano, o que favorece encontros aparentes como o registrado recentemente.
Por estarem nessa mesma região do céu, os planetas e a Lua percorrem o chamado caminho da eclíptica, faixa onde também estão localizadas as constelações do zodíaco.
Segundo Josina Nascimento, fenômenos de aproximação aparente entre planetas acontecem, em média, a cada 13 ou 15 meses. Já a Lua realiza esse “passeio” próximo aos planetas todos os meses, criando diferentes cenários para observação.
“É interessante acompanhar o céu regularmente, observando a posição da Lua e seu deslocamento ao longo dos dias. Isso permite perceber como ela se aproxima dos planetas e das constelações da faixa zodiacal”, destacou a astrônoma.
O fenômeno reforçou o interesse do público pela observação astronômica e mostrou que alguns dos mais belos espetáculos do universo podem ser apreciados sem equipamentos especiais, bastando um céu limpo e disposição para olhar para cima.



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