Mais do que entretenimento, o circo carrega histórias, tradição e memória afetiva. É uma arte que atravessa gerações, ocupa ruas, praças e comunidades, mantendo viva uma das expressões populares mais presentes na cultura brasileira. No Piauí, grupos, artistas independentes e escolas de circo seguem fortalecendo essa linguagem artística, promovendo cultura, formação e inclusão em diferentes territórios do estado.
Recentemente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que reconhece oficialmente a atividade circense como manifestação da cultura e da arte popular no Brasil. A medida, assinada também pelas ministras Margareth Menezes e Janine Mello, valoriza práticas como malabarismo, acrobacias, números de equilíbrio, perna de pau, corda bamba e palhaçaria, reforçando a importância histórica, artística e social do circo na formação cultural do país.
Para o idealizador do Festival de Circo do Piauí e artista circense Luís Vale, o reconhecimento representa um avanço importante para quem vive e mantém a tradição do circo no Brasil. “O circo é uma arte muito independente, feita por famílias que dedicam a vida inteira a essa cultura. São artistas que vivem de forma itinerante, levando a arte de cidade em cidade, debaixo da lona, mantendo uma tradição passada de pai para filho. É uma das manifestações mais populares e humanas que existem”, destacou.
A reabertura da Escola de Circo no Centro Social Urbano (CSU) do Parque Piauí reforça o compromisso da Secretaria de Estado da Cultura (Secult) com a valorização da arte circense e o fortalecimento dos espaços de formação cultural no estado. A iniciativa transforma o CSU em um ambiente vivo de criação, aprendizado e acesso à cultura, aproximando a comunidade de práticas artísticas como acrobacias, palhaçaria e outras expressões do circo, além de incentivar novos talentos e ampliar oportunidades para artistas locais.



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