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Juliete Moreno une nostalgia, participações e identidade piauiense em projeto que canta memórias e reconecta gerações

Projeto traz releituras da Banda Bali e destaca a conexão da artista com suas raízes piauienses

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 Juliete Moreno canta o tempo e traduz afetos / imagem: divulgação

A cantora Juliete Moreno encontrou na memória afetiva do público o ponto de partida para seu novo audiovisual, “Em Boas Companhias”. O projeto chega como um mergulho sensorial em sucessos que marcaram época, reunindo participações especiais e regravações de músicas que atravessaram gerações.

Mais do que revisitar o passado, Juliete atualiza essas referências ao incorporar elementos contemporâneos, como coreografias e uma estética visual dinâmica, conectando diferentes gerações em torno da música. O resultado é um projeto que equilibra nostalgia e renovação, transformando lembranças em uma experiência atual e vibrante.

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Em entrevista exclusiva ao portal Coluna Sempre Mais, a cantora Juliete Moreno detalhou os bastidores do audiovisual, gravado em outubro de 2025, em Fortaleza (CE), e destacou o papel do produtor Nicolas Rasta na concepção do projeto. À reportagem, a artista também revelou que chegou a cogitar desistir da gravação poucos dias antes, evidenciando os desafios enfrentados até a concretização do trabalho.

“Esse projeto foi idealizado pelo Rasta, que montou toda a equipe de filmagem, os músicos, o local, enfim. Ele decidiu me ajudar depois de algumas coisas que aconteceram na minha vida. Eu sou muito grata porque ele decidiu me ajudar nisso. Eu nem acreditava que fosse gravar algo tão grande assim. Basicamente ninguém sabe disso, mas eu quis até desistir uns dias antes. No fim, deu tudo certo e saiu esse projeto lindo que o público já pode assistir”, contou a artista.

Beth Nascimento participa na música 'Um Passo da Loucura' / imagem: divulgação

Escolha do repertório

A definição do repertório partiu, em grande parte, da própria identidade musical da artista, que já acumulava referências e músicas que desejava revisitar.

“A maioria das músicas foram escolhas minhas. Eu já tinha em mente gravar um CD, não um audiovisual. Sempre guardo músicas que tenho vontade de regravar, e o Rasta também foi me mostrando outras. No fim, eu escolhi seis músicas e ele sugeriu duas, que acabaram entrando no projeto”, detalha.

Ouça agora: Em Boas Companhias - Juliete Moreno

Participações

As participações especiais também foram definidas de forma estratégica, buscando afinidade artística e conexão com o estilo de cada faixa. A cantora convidou nomes que já admirava e que dialogam com as diferentes propostas do repertório. Entre os destaques está Beth Nascimento, convidada após sugestão do produtor Nicolas Rasta, para a regravação de “Um Passo da Loucura”, música já presente na trajetória da artista.

Outras escolhas seguiram a mesma lógica: Laninha Show participa na releitura de “Faz Tempo”, sucesso de Ivete Sangalo; já Joyce Tainá integra a faixa “Se Quer Saber”, originalmente interpretada por Maurício Manieri, reforçando a proposta mais romântica do projeto. Para as músicas mais dançantes, como “Lagartixa” e “A Vez da Ex”, a artista apostou em vozes alinhadas ao forró eletrônico, convidando Gil Mendes e Galícia, nomes que, segundo ela, representam bem essa energia e estilo musical.

Influência Banda Bali

Gil Mendes participa da música 'Lagatixa', aposta do projeto / imagem: divulgação

Uma das surpresas do projeto está nas regravações da Banda Bali, ícone da cena musical de Teresina nos anos 90, cujos sucessos permanecem vivos na memória afetiva do público. A escolha também reflete a trajetória da artista: natural da capital e criada em Palmeiras do Piauí, Juliete Moreno incorporou ao audiovisual referências que ajudaram a construir sua identidade musical.

“Eu sempre escutei a Banda Bali, principalmente ‘Lagartixa’, que eu sempre gostei muito. Por isso, quis trazer algo do Piauí para o projeto, algo marcante do meu estado. Essas músicas fazem parte da minha história. Convidei a Gil para dividir comigo, porque tem muito do estilo dela, e também gravei ‘A Vez da Ex’ com a Galícia, que eu amo. No fim, trouxe essas canções como um presente para o meu estado, e o público abraçou”, explicou a cantora.

Juliete Moreno esclareceu que a rapidez na produção do audiovisual influenciou algumas decisões, incluindo a ausência da compositora Lilly Araújo entre as participações. “Foi tudo muito rápido. Quando percebi, em poucos dias já estava tudo organizado. A ideia também era apresentar esse repertório para quem ainda não conhecia e valorizar o trabalho da Lilly como compositora com essas versões que eu amo. A repercussão tem sido muito boa, porque o público está abraçando de verdade”, completou.

Galícia regravou 'A Vez da Ex', sucesso da Banda Bali / imagem: divulgação

Atual fase

Juliete Moreno define o momento atual da carreira como especial, marcado principalmente pela primeira experiência em um audiovisual com participações. “Então pra mim essa minha atual fase tá sendo muito feliz, eu estou muito feliz, por ser a primeira vez que eu gravo um projeto, um audiovisual com participações e ter o prazer de ter as meninas que são grandes cantoras do nosso meio forrozeiro, inclusive daqui do Ceará. Então pra mim a minha atual fase profissional tá sendo maravilhosa.”

Laninha Show participa na releitura de “Faz Tempo” / imagem: divulgação

Novos lançamentos

Sem pausa, a cantora revela à nossa reportagem, que prepara novos lançamentos e estratégias para ampliar o alcance do audiovisual.

“Nos próximos meses tem música nova, já está gravada, música muito linda, estou certeza que muita gente vai gostar. Só que antes ainda vou estar trazendo algumas coisas do audiovisual, vou estar fazendo uma leitura do que realmente pegou mais, do que mais saiu, no caso que foi a "Lagartixa", então tenho que trazer mais coisas sobre ela. E tem muita coisa ainda para acontecer, a gente não pode parar”, antecipa Juliete.

Joyce Tainá integra a faixa “Se Quer Saber”, originalmente interpretada por Maurício Manieri

Trajetória sólida

Juliete Moreno, nascida em Teresina (PI) e criada em Palmeirais (PI), começou a cantar ainda criança, na igreja, onde deu os primeiros passos de uma trajetória que seria marcada por intensidade e conexão com o público. Ao longo dos anos, passou por bandas como Baby Doll, Líbanos e Garota Safada, até se consolidar como uma das vozes mais emblemáticas da Banda Líbanos, onde permaneceu por cerca de 15 anos. Nesse período, imprimiu identidade própria a canções que atravessaram gerações, como “Inesquecível”, “Completamente Tua” e “O Que o Homem Gosta”, transformando-as em marcas de uma carreira construída com emoção e memória.

Assista 'Lagartixa', participação da Gil Mendes

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