A Marquês de Sapucaí tem nova (e velha conhecida) soberana. A Unidos da Viradouro conquistou, nesta quarta-feira (18), o título do Carnaval do Rio de Janeiro 2026 após a apuração das notas do Grupo Especial, realizada na Cidade do Samba. Com 270 pontos, a escola de Niterói garantiu seu quarto campeonato e voltou ao topo apenas dois anos depois da última vitória.
O enredo “Para cima, Ciça!” foi uma celebração emocionante aos 70 anos de Mestre Ciça, referência histórica das baterias do samba carioca. O homenageado participou ativamente do desfile, integrando a comissão de frente e encerrando a apresentação à frente dos ritmistas, em um dos momentos mais marcantes da noite.
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A disputa foi acirrada. A Beija-Flor de Nilópolis e a Unidos de Vila Isabel dividiram a vice-liderança com 269,9 pontos. Completaram o grupo das seis primeiras colocadas — que retornam ao Sambódromo no Desfile das Campeãs — a Acadêmicos do Salgueiro, a Imperatriz Leopoldinense e a Estação Primeira de Mangueira.
Na outra ponta da tabela, a Acadêmicos de Niterói foi rebaixada para a Série Ouro.
Mocidade Alegre conquista o 13º título em São Paulo

imagem: reprodução Twitter/X
No Sambódromo do Anhembi, a emoção também foi grande. A Mocidade Alegre sagrou-se campeã do Carnaval de São Paulo 2026, alcançando seu 13º título na história.
Com 269,8 pontos, a escola venceu por décimos a disputa contra a Gaviões da Fiel (269,7) e a Dragões da Real (269,6).
O desfile apresentou o enredo “Malunga Léa, Rapsódia de uma Deusa Negra”, homenagem à trajetória da atriz Léa Garcia, símbolo de resistência e igualdade racial no Brasil. A apresentação emocionou o público ao revisitar momentos marcantes da carreira da artista no teatro, no cinema e na televisão.
Entre os rebaixados para o Grupo de Acesso estão a Rosas de Ouro e a Águia de Ouro.
Resultado final no Rio de Janeiro
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Resultado final em São Paulo

Carnaval 2026 consagra emoção, tradição e disputas acirradas
Tanto no Rio quanto em São Paulo, o Carnaval 2026 foi marcado por homenagens potentes, disputas decididas nos décimos e desfiles que exaltaram memória, cultura e identidade. Nas duas capitais do samba, a festa reafirmou sua força como maior espetáculo popular do país — onde cada nota conta, cada detalhe faz diferença e a emoção segue até o último quesito.



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