As riquezas culturais e sociais de Teresina transbordam em diversas atividades e pessoas que dão vida às ideias que tentam materializar a beleza e importância de valorizar a cidade. Nas expressões de arte, arquitetura e paisagismo, por exemplo, a capital do Piauí conta com profissionais e projetos excepcionais e altamente relevantes. Inclusive, a CASACOR Piauí 2025 buscou em sua segunda edição estimular que os 41 profissionais que criaram 29 ambientes tivessem como direcionamento os contextos locais e regionais de maneira criativa, única e respeitosa. No dia que se celebra o aniversário de Teresina, anualmente em 16 de agosto, a mostra resgata contribuições significativas que enalteceram a cidade, a exemplo do ambiente “Casa Cajuína Deca”.
O espaço "Casa Cajuína Deca" foi assinado pela Vangii Guerra e trouxe de forma sensorial, nostálgica e representativa a importância dessa bebida tradicionalmente do Piauí, muito consumida na capital e que, inclusive, é um patrimônio cultural do Brasil. Ao visitar o ambiente que reunia um grande lounge com living, sala de jantar e cozinha integrados, área de spa e lavabo, o público podia observar a relevância da bebida como patrimônio sensorial e afetivo, que resgatava memórias da arquiteta e talvez de muitos frequentadores da exposição. Um verdadeiro encontro de sentidos, lembranças e centralização desse item da gastronomia e que reforça o legado da nossa região.
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Também com propósito de encantar e conectar o público à cidade, o ambiente “Varanda Veredas”, assinado pelo arquiteto Eduardo Avelino, teve como objetivo homenagear Tereza do Carmo, médica e artesã que abriu caminhos baseados no amor e cuidados com a comunidade Santa Rita. Tereza tem um trabalho de tecelagem que impulsiona Teresina e o Piauí para o mundo ao levar a autenticidade e sofisticação em alinhamento com o toque orgânico do artesanato, com suas linhas e cores marcantes e carregadas de história. A mostra compartilhou um pedacinho de tanta beleza com o público.

De modo amplo, a exposição teve inúmeras outras representações de obras, artistas e aspectos que evidenciam Teresina como uma verdadeira impulsionadora do que há de único e significativo na capital piauiense. O ambiente “Sertão, ser tão…”, assinado por Elaine Sá, Jeosé Monte e Luana Meireles, entre tantos detalhes, teve cobogós em cerâmica, tons terrosos e esculturas do bairro Poty Velho como espaço de valorizar o fazer artesanal e o uso de materiais regionais. E ainda teve participação dos alunos da escola de artes da professora Luciana Severo em um momento de pintura artística.
Além desse, o ambiente “Pátio Ninféia”, assinado por Marina Campanhã, foi um espaço projetado que reverberou o contemporâneo como um cinema ao ar livre e, dentro disso, encantou o público com um poema da artista piauiense Fátima Campos escrito no jardim.
Em todas as suas dimensões, a CASACOR Piauí se preocupou em unir o belo e sensorial ao regional por meio da arte e valorização de onde se está inserida.



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